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LEISHMANIOSE: O cão é vítima, não o vilão!

LEISHMANIOSE: O cão é vítima, não o vilão!
LEISHMANIOSE: O cão é vítima, não o vilão!

De: Conselho Municipal de Proteção e Defesa aos Animais
Data: 16 de março de 2012 11:47
Assunto: Vamos divulgar | Atuação do CCZ contra a Leishmaniose
Para:

Caros, Fomos surpreendidos com a notícia de que um grupo de agentes sanitários da Covisa - CCZ estavam no Village, em Barão Geraldo, batendo de casa em casa para coletar sangue e realizar a sorologia de todos os cães da área, por conta de um caso suspeito de leishmaniose que teria aparecido naquela área. Moradores do bairro entraram em contato conosco, desesperados, pois a ação da Covisa foi intimidadora e aconteceu sem nenhum comunicado prévio. Ao entrarmos em contato com o CCZ, fomos informados de que a ação seria apenas preventiva e educativa, que os agentes iriam coletar sangue dos animais e informar sobre a necessidade do uso de coleiras repelentes. Entretanto, contradizendo o que nos foi informado, os agentes sanitários distribuiram aos moradores um material onde constam as seguintes informações, extremamente enviesadas: _______________________________________________________________

- A Leishmaniose Viceral Canina não tem cura e nenhum tratamento se mostrou eficaz cientificamente, por isso, nenhum tratamento é permitido. - O que o poder público faz: investiga casos suspeitos, realiza exames sorológicos, garante o tratamento adequado aos humanos, realiza controle químico do vetor e recolhe e realiza a EUTANÁSIA dos cães com LVC, mesmo que não apresentem sinais clínicos. - Os proprietários de cães devem: permitir acesso das autoridades sanitárias ao seu domicílio, comunicar a secretaria municipal de saúde caso seu cão esteja infectado, manter o animal em ambientes telados durante o período de maior atividade do mosquito... etc. - No final do material, nos deparamos com o grande LEMBRETE: NÃO TRATE O SEU CÃO SE ELE ESTIVER COM LV - O TRATAMENTO DESSES CÃES, ALÉM DE SER ILEGAL, COLOCA EM RISCO A SAÚDE DA SUA FAMÍLIA, DA SUA COMUNIDADE E DE OUTROS CÃES._______________________________________________________________  Inicialmente, alertamos que, apesar dessas informações serem o padrão de ação da saúde pública, a LVC tem tratamento eficaz disponível no mercado, aprovado pelos conselhos regionais e federal de medicina veterinária, e já está também disponível no mercado a vacina contra LCV - consulte seu veterinário a respeito. Além disso, qualquer cidadão tem o DIREITO, assegurado na constituição, de não permitir a entrada dos agentes sanitários em sua casa e de não entregar seus animais de estimação, mesmo que ele seja potencialmente portator de doenças. Por fim, a sorologia para LCV é extremamente questionável já que outras doenças muito comuns em cães, e não transmisíveis aos humanos, podem também induzir o exame a ser positivo, mesmo o cão não sendo portador da LCV. Pedimos a todos que se informem e defendam a vida e a saúde de seus animais. Em anexo, encaminhamos mais informações sobre a LCV. Fique atento!

LEISHMANIOSE: O cão é vítima, não o vilão!

Proteja seu cão com vacinas e coleiras repelentes.


  Baixe este texto em .pdf no site www.proanima.org.br

 

1.Se o exame sorológico realizado pela secretaria de saúde der positivo, quer dizer que meu cão tem mesmo leishmaniose?

Não necessariamente. O diagnóstico da Leishmaniose é complexo e envolve a realização de mais de um exame laboratorial associado ao exame clínico do animal feito por veterinário. Por isso é importante realizar ao menos outro exame como contra-prova. No exame sorológico realizado pelo GDF há problemas de cruzamento com outras doenças. Até verminoses comuns e erliquiose (doença do carrapato, muito comum no DF) podem dar um "positivo" no exame sorológico. Assim, seu cão pode ter apenas doença do carrapato ou vermes comuns e testar positivo para Leishmaniose!!  E, independentemente de reações com outras doenças, todos os exames têm uma margem de erro.

* Centenas de cães estão sendo mortos no DF sem a certeza de terem Leishmaniose. *

 

Mas que exame seria essa contra-prova?

O exame de contra-prova deve ser feito por métodos parasitológico (citologia) e molecular (PCR), com material coletado da medula óssea ou linfonodo do animal.

Caso o resultado do exame sorológico feito pelo GDF dê positivo, converse com seu veterinário e peça a realização de um exame como contra-prova.

 

2- Se o exame sorológico do meu cão deu positivo, os agentes de saúde podem entrar em minha casa e levá-lo para matar?

NÃO. A Constituição Federal, que está acima de qualquer lei distrital e federal ou portaria, prevê que sua casa é inviolável. Ou seja, qualquer entrada não autorizada em sua casa requer ordem judicial. O Superior Tribunal de Justiça decidiu em uma Ação Civil Pública, proposta no Mato Grosso do Sul, que animais só podem ser mortos com o expresso consentimento do proprietário e após a realização de exame como prova e de contra-prova. Se algum agente de saúde o ameaçar, isso é abuso de poder. A decisão de sacrificar um animal é do proprietário, e algo muito sério. Mais informações...

3- O que eu posso fazer para meu cão não ser infectado?

VACINE seus cães – a vacina oferece de 80% a 95% de proteção, ou seja, a chance de um cão vacinado ser infectado pela doença é mínima. Existem estudos que dizem, inclusive, que mosquitos-palha (flebótomo) que picam cães vacinados podem perder a ação infectante (mais informações no nosso site). Portanto, a vacina também é um instrumento de combate à doença.

Providencie coleiras que protegem os cães contra picadas de mosquitos (Scalibor) ou pour-ons repelentes (Advantage Max 3, Pulvex Pour-on).  A coleira, em particular, além de repelir o inseto, causa a morte daqueles que picam o cão, portanto, também é uma medida de combate a doença.  A própria Organização Mundial de Saúde recomenda o uso dessas coleiras nos cães como medida para combater a doença.
Mais informações...

 

 4- Ouvi dizer que a vacina é ineficaz, deixa o animal soropositivo e que o Ministério da Saúde não a autorizou. Ao ser vacinado, o animal não se torna um transmissor da doença para o mosquito-palha?

Nenhum animal (ou humano) contrai uma doença ao ser vacinado! Ao contrário, a vacina é mais uma proteção. Ela estimula uma reação de defesa do organismo contra o agente causador da doença.

A vacina contra a Leishmaniose oferece alto índice de proteção – 80% a 95 %. Para se ter uma idéia, a vacina anti-rábica canina distribuída pela campanha do GDF oferece até 40 % de proteção e a vacina humana contra póliomelite oferece entre 13 % e 50%.

Se o seu cão for vacinado, guarde os exames (negativos) feitos antes da vacina e o comprovante de vacinação.  Ao receber os agentes de saúde, mostre estes documentos. Isso mostra que você está tomando as precauções devidas para combater a doença. Esta precaução tem sido respeitada pelos agentes no Lago Norte.

O registro de vacinas de uso animal é realizado apenas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e não pelo Ministério da Saúde (MS). O que o MS não recomenda (ainda) é o uso da vacina canina como medida de controle da leishmaniose visceral humana.

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5- O que a Organização Mundial de Saúde (OMS) diz sobre o método de sacrifício de cães como forma de combater a Leishmaniose?

Ao contrário do que tem sido divulgado, a OMS e vários pesquisadores questionam a eficácia do sacrifício de animais como medida de combate à doença. Isso é visto claramente no DF, onde a doença, mesmo com a matança de centenas de animais na região do Grande Colorado.

A matança de cães é ineficaz, entre vários motivos, porque:

  • Vários outros animais (inclusive  humanos) também são reservatórios da doença para o mosquito;
  • O alarmismo causado ao se culpar os cães aumenta as taxas de abandono desses animais, aumentando, conseqüentemente, o número de cães errantes e imunodeprimidos que podem ser alvos da doença;
  • Pessoas que tem seus animais sacrificados, frequentemente levam outro animal para casa sob as mesmas condições de exposição à contaminação, principalmente filhotes ainda não imunizados.

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5- Tratamento

Existe tratamento para Leishmaniose. Informe-se com seu veterinário e com a ProAnima. Mais informações...

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